segunda-feira, 14 de julho de 2008


domingo, 7 de outubro de 2007

[OS PRIMÓRDIOS DO METAL NO BRASIL]

E aí cambada de sem noção!

Sentiram falta da coluna? Provavelmente não, senão teriam mandado e-mail para vatecatar@gmail.com reclamando da falta de periodicidade. Mesmo assim, para a sua desgraça, voltamos!

E essa semana estamos falando das bandas que deram o primeiro empurrão na cena heavy metal do Brasil. Na verdade, juntei uns trechos das histórias dos primórdios do estilo em terras tupiniquins. Essas bandas começaram lá no final dos anos 70, sobreviveram aos anos 80 e continuam fazendo sucesso em pleno século XX1. Conheça mais e ouça o programa, que está cheio de músicas desses caras! Vale a pena apreciar!

[STRESS]
Para os mais jovens e aqueles que não lembram ou não conhecem, o Stress começou seus primeiros ensaios em 75, com o nome provisório de Pinngo D’água. A idéia principal era: “Vamos tocar mais rápido e mais pesado do que qualquer outra banda no mundo”. Essa era a essência da sonoridade ímpar do Stress. Em agosto de 82 a banda viaja para o Rio de janeiro para gravar seu primeiro disco, em um pequeno estúdio de 8 canais chamado Sonoviso , em 16 horas de gravação, ficariam registradas as 8 faixas do que viria a ser um dos discos mais importantes do rock brasileiro em todos os tempos. O show de lançamento em Belém reuniu cerca de 20.000 pessoas no estádio da Curuzú ,em 13 de novembro de 82, um record absoluto para uma banda paraense. Não demorou muito para que as revistas especializadas de todo o Brasil descobrissem o Stress, graças principalmente ao trabalho árduo e extremamente eficaz dos fanzines de rock da época.

Em respeito ao seu público e às suas próprias convicções o Stress optou por não modificar seu estilo, com isso não renovou contrato com a gravadora Polygram, com quem assinou contrato em 1983. No final de 87 a banda resolve dar um tempo, à espera de que houvesse uma reviravolta no esquema montado pelas gravadoras e a liberdade de composição e estilo voltasse a prevalecer. Quinze anos se passaram e somente agora podemos perceber que o rock brasileiro retoma sua liberdade em toda sua plenitude. O reconhecimento da imprensa mundial e o relançamento das obras do Stress são um prenúncio de que estamos no momento certo para a volta da banda aos palcos. O sonho não acabou, pois ninguém da banda morreu, ao contrário, todos estão em atividade ,com mais experiência e maturidade musical e com uma vontade terrível de encarar o público novamente. Alguns podem achar um pouco de exagero, mas, o Stress está para Belém assim como os Beatles estão para Liverpool, guardadas as devidas proporções, é lógico.
Fonte: Palco Principal

[AZUL LIMÃO]
Estes caras do Rio de Janeiro celebravam o mais puro heavy metal. O guitarrista Marcos Dantes e o baixista Vinicius Mathias fundaram a banda em 1981. Mais apenas em 1983 fixaram a formação e puderam iniciar os trabalhos. Até 1984, eles haviam gravado três demos, e para o ano estava programado o lançamento de um compacto chamado "Satã Clama Metal" que, aparentemente, nunca foi feito. Seu LP de 1986 foi o primeiro lançamento do selo Heavy, do Rio de Janeiro (RJ), com uma capa fantasiosa e um surpreendentemente bom metal. O ano passa, e o segundo álbum aparece com a mesma qualidade musical, mas com uma capa horrível, Infelizmente, esse foi o seu último lançamento. Mas a banda ainda permaneceu na ativa por muitos anos, sempre mudando a formação. No final dos anos oitenta, não havia sobrado nenhum membro original, somente um baixista das outras formações. Ele tocou junto a um dos guitarristas do Metalmorphose e o baterista do Stress. Pouco depois a banda acabou. Na capital do metal, São Paulo, talvez tivessem mais chances. Atualmente os membros da banda estão se dedicando a outras atividades, o vocalista canta opera ha mais dez anos na Espanha. Já o guitarrista Marcos se juntou mais tarde ao X-Rated.
Fonte: Brasil Metal Law

[VODU]
Em meados dos anos 80, o baterista Sergio Facci liderava o Ressomnância, uma espécie de “protótipo” de banda de rock -- só bateria, guitarra, alguns vocalistas e percussionistas episódicos -- que chegou a tocar em alguns poucos festivais de colégio e festas. Bruno Bontempi, colega de classe e de escola de música, foi chamado a entrar, mais ou menos quando André Cagni (mais tarde conhecido como Pomba Loka) assumiu o baixo, trazendo consigo suas composições. O nome da banda foi escolhido sem muita polêmica, inspirado na música homônima do Black Sabbath, que por essa época emplacava o Mob Rules. A magia negra, entretanto, tinha muito pouco a ver com a temática das letras de Cagni, todas de cunho político, que contavam episódios da ditadura militar pós-64 e suas danosas conseqüências para o País.

O VODU surgiu, em sua primeiríssima formação, com Serginho (bateria), André (baixo), BrunoBoccato (guitarra base), este último, remanescente da primeira banda. Com essa formação, os quatro encararam um festival na Escola Técnica de São Paulo, onde agradaram aos punks da platéia, pelo som cru e letras politizadas, mas não ao júri.

Com a entrada, um pouco mais tarde, do vocalista Jeff Forcinito, e a dispensa do antigo guitarrista, o VODU começou a se definir mais claramente como uma banda de Metal. Num cômodo da casa do Serginho, apertado “estúdio” e “escritório”, os ensaios tornaram-se semanais e passaram a ser gravados. O VODU passou a “caçar” festivais de colégio, para mostrar o seu som, ao mesmo tempo em que os quatro procuravam investir o pouco dinheiro que tinham na qualidade do equipamento.

Os primeiros shows acabaram mostrando que era preciso substituir o vocalista, e um anúncio foi colocado em uma loja da Galeria do Rock. André Góis, passando por lá, leu o anúncio e resolveu procurar o VODU. Depois de uma audição em que o entrosamento foi total, o novo vocalista, já chamado de Andrews, trouxe a idéia de um novo logotipo e a disposição de compor músicas ainda mais afinadas com o estilo que a banda queria abraçar.

1986 foi um ano decisivo: o VODU estreou no Rainbow Bar, uma das casas mais importantes para o Metal paulistano dos 80’, para mais três dobradinhas durante o ano; foi ao Rio tocar com o famigerado Dorsal Atlântica; recrutou o guitarrista José Luis Gemignani, o Xinho, para dividir base e solo com Bruno; realizou excursões pelo país com o Viper, passou a ser noticiado e comentado nos zines e nas revistas especializadas; assinou contrato com a Rock Brigade Records para a produção e distribuição de seu primeiro álbum: The Final Conflict. O nome seria “O Conflito Final”, mas naquele momento parecia a todos que não havia “mercado” para o Heavy Metal no Brasil, e que seria preciso gravar em inglês, para agradar aos públicos americano e europeu.

E assim foi feito: as letras foram traduzidas, André aprendeu a cantá-las meio “em cima da hora” e o VODU foi para o estúdio Vice-Versa com a cara, a coragem e todas as dificuldades dos iniciantes, gravar o “LP”. Em 16 canais de áudio, usando cerca de 160 horas, incluindo overdubs, mixagem e masterização, foram gravadas 8 músicas. The Final Conflict -- isso foi idéia do Pomba --, era um disco “conceitual”, como alguns álbuns de rock progressivo da década de 1970: tratava da Guerra Fria, com um discurso politizado e pacifista, em que Satã, quando aparecia, era só uma metáfora das grandes potências em que o mundo então se dividia. Na arte da capa e do encarte, a referência ao “vodu” era associada à grande explosão atômica que se anunciava. Quanto ao som, é surpreendentemente rápido e entrosado, de tanto que havia sido praticado (ensaios de duas a três vezes por semana, agora na casa do Bruno, onde cabiam todos os habitués que os freqüentavam). A guitarra de Xinho trouxe ao VODU mais peso, além de uma sofisticação que não estava presente nos arranjos originais. De um modo geral, há poucas falhas de execução nas faixas, mas a inexperiência em produção musical acabou prejudicando a fidelidade do álbum ao que era de fato tocado nas gigs.

Entre a gravação e o lançamento do álbum, o VODU teve a oportunidade de abrir o show das bandas Venon e Exciter em Brasília, diante de mais de 3 mil pessoas, e, no final do ano, de viajar para a Argentina, para mostrar o seu repertório aos hermanitos de La Plata e Lujan. A essa altura, a banda já era bem conhecida no underground, e recebia diariamente correspondências de todo o país, muitas das quais contendo convites para apresentações.

Em 1987, já sem Xinho, mas com Jeff Bellasky em uma das guitarras, o VODU tomou o ônibus e foi ao Rio, a Minas e ao Nordeste, para os últimos shows da turnê do álbum. Embora um novo material viesse sendo composto, o fato é que as relações pessoais já estavam um tanto deterioradas, e no retorno a São Paulo os dois guitarristas e, um pouco mais tarde, o vocalista André Góis se desligaram em definitivo. O último show da turnê, no Rhada’s Festival, é lembrado até hoje por muitos dos contemporâneos como a melhor apresentação da banda. E os integrantes, àquela altura, já nem se falavam.

Restaram Serginho e Pomba, que se mobilizaram rapidamente para fazer o VODU prosseguir, recrutando novos integrantes etc. E o VODU prosseguiu, como bem sabem os fãs, mas essa é uma outra história...
Fonte: Site oficial do Vodu
(vocal e guitarra solo),

[HARPPIA]
Esta banda foi fundada em 1982 e o nome vem de uma grande águia. O HARPPIA lançou dois álbuns maravilhosos os quais são os melhores lançados no Brasil nos anos 80. Infelizmente passou despercebido, pois a única coisa exportada era o Thrash. Em 1982, os guitarristas Hélcio Aguirra e Marcos Patriota montaram a banda VIA LACTEA, mas logo perceberam que este nome não era o apropriado para uma banda de Metal e mudaram o nome em 1983. Nesta época o baterista Tibério Correia e o baixista Ricardo Ravache da banda AERO PLANE se juntaram à banda. Juntos gravaram a primeira obra de arte. Este mini LP não somente traz um bom Metal, mas tem uma capa belíssima. Depois parece que tiveram um grande problema na banda e Marcos e Ricardo foram para o CENTURIAS e Hélcio para o GOLPE DE ESTADO. Somente o baterista restou e ele encontrou na cena Rock o conhecido vocalista Percy Weiss e dois outros integrantes para a banda.Juntos gravaram o segundo álbum pela gravadora Rock Brigade, em 1987, que é também um grande álbum, mas não obteve a mesma classe do primeiro. Nele há também uma linda águia na capa. Depois deste álbum a banda desmorou novamente. O guitarrista Flávio formou o LYNX e Percy Weiss foi cantar em outros projetos. Ficaram hibernando até que 10 anos depois e, em 1996, com um novo time, Tibério lança um terceiro álbum com letras em inglês e com quatro integrantes. O baixista Cláudio Cruz do segundo álbum toca no álbum e os outros 2 integrantes são novos.

O CD tem boas faixas, mas eles não conseguiram atingir o nível dos álbuns anteriores. Tibério continuou com a banda até o final dos anos 90. Ele é um dos bateristas mais conhecidos do país e tem seu próprio negócio de baterias. Dan Beeler do EXCITER foi um de seus clientes e algumas bandas internacionais usam seus equipamentos quando tocam no Brasil (como METALLICA e EXCITER). O que aconteceu com o HARPPIA foi bem confuso! De repente em 2002 apareceu um HARPPIA novamente num festival, mas sem nenhum integrante da formação dos anos 90... mas com integrantes originais como Jack Santiago e Ricardo Ravache!! Eles se juntaram ao baterista Fabrício Ravelli da banda argentina ANIMAL e o guitarrista Kléber Fabianni (um estudante do IGT) e tocam bastante ao vivo e um novo álbum está sendo planejado! O antigo guitarrista Helcio Aguirra tocou nos anos 90 numa banda progressiva chamada MOBILIS STABILIS e gravou um CD com eles.
Fonte: Blog Lágrimas Psicodélicas
[MÊS DA MULHER TAMBÉM É MÊS DE ROCK!]

Há ainda os sem-vergonha que digam: lugar de mulher é na cozinha. E já tem as mulheres que dizem assim: você acha? Então pega na minha!

Brincadeiras à parte, o universo feminino vem sofrendo transformações com o passar dos séculos. Do vestuário apertado e que escondia tudo aos micro-shorts e tapa-sexos, existe hoje um meio-termo. No pensar e no agir, temos uma mulher mais consciente do seu poder físico, psicológico e que pode arrastar multidões para shows inesquecíveis!

Pensa que não? As mulheres vêm desde os primórdios do rock acompanhando a sua trajetória e, aos poucos, foram se inserindo no cenário. Para você, caro leitor, ter uma noção do que eu estou falando, existe uma lista no livro "What Was The First Rock'n'Roll Record?", de Jim Dawson & Steve Propes, que tenta desvendar o mistério do primeiro registro de rock na história da música. Eis que nessa lista de candidatos, surge uma mulher, Helen Humes, com um dos maiores hits de sucesso dos anos 40: ¿Be-Baba-Leba¿. A música foi gravada em 1945, ainda no final da Segunda Guerra Mundial. Por mais que estivéssemos em um século revolucionário, as mulheres eram (e até hoje são) discriminadas por cantar e / ou dançar.

Já o primeiro registro de rock em português foi feito por uma mulher, Nora Ney. "Ronda das Horas", uma versão de "Rock Around the Clock", ganhou os primeiros compactos na década de 50.

Na medida em que o rock ia tomando corpo de movimento cultural que contestava e promovia a liberdade de expressão, a cena ia se restringindo aos machos. Igualdade o cacete! As mulheres continuavam aparecendo em segundo plano, principalmente com a explosão quase que galáctica de artistas como Elvis Presley, Beatles, Rolling Stones...as calcinhas ficavam mesmo só na platéia, chorando, esperneando e procurando chamar a atenção de seus ídolos... até que ela chegou.

Janis Joplin foi o ícone dessa libertação da ¿pista¿, e correu para o palco. A cantora, que vinha de forte influência do blues e folk, rompeu barreira a barreira, desde o preconceito até a ideologia masculina, incorporando os três vértices do triângulo que mais fez sucesso na época: sexo, drogas e rock and roll. Cultivava a atitude rebelde, e vestia-se como os poetas da geração beat. Apesar do péssimo exemplo com o uso excessivo de drogas e álcool e de sua morte precoce, Janis abriu alas para que as mulheres tomassem conta de um espaço exclusivo.

Nessa linha rebelde-sem-causa-drogada-polêmica, temos uma série de mulheres, mas a categoria pode ser resumida em um nome: Courtney Love. Essa fez de um tudo: bebeu, cheirou, fumou, cantou com o Hole, casou-se com ninguém menos que um dos suicidas favoritos dos anos 90, atuou em filmes e foi deixando-se levar pela maré.

No heavy metal, gothic e outros estilos mais pesados, temos representantes à altura e que estão ou estiveram no front do palco arrasando os corações dos cuecas de plantão e encantando com sua voz, presença e charme, tornando-se inspiração para outras tantas garotas: Doro, Tarja Turunen, Vibeke Stene, Angela Gossow, Cristina Scabbia, entre tantas outras.

Mas nem só de cantar vivem as damas do rock. Outras grandes estrelas, mais coadjuvantes, também dão o seu ar da graça, mostrando seu talento em outras ¿posições¿ de uma banda, como é o caso das baixistas Sean Yseult (White Zombie) e D'Arcy Wretzky (Smashing Pumpkins), da guitarrista Syang (P.U.S.), da tecladista Awa (Lordi) e por aí vai...

Tem também as mulheres que não deixam a peteca cair e mantêm o compromisso de informar os fãs ou trabalhar nos bastidores de tudo isso, como é o caso de Gisele Santos, a idealizadora do Mundo Rock, as meninas do Fire Rock Carla Marabesi eBruna de Campos, as assessoras de imprensa Marcia Stival e Heloísa Vidal, a apresentadora Cíntia Diniz, a VJ Penélope Nova... todas enfrentam suas dificuldades, mas trabalham duro em prol de uma cena mais justa. O rock vai caminhando, o heavy metal não morreu... outros estilos e vertentes surgem sempre nessa mesma trilha, e as mulheres não ficam para trás nunca...

E o que seria dos homens nessa bagunça sem as mulheres? Todas elas têm papéis que desempenham para o bem e para o mal. São todas figuras apaixonantes e não importa se são bangers, alternativas, roqueiras, se vestem preto justinho ou são coloridas, se carregam na maquiagem ou não. Todas elas enfrentam o preconceito, são expressivas e sinceras na atitude e têm o poder.

Sexo frágil? Tem certeza?

No próximo programa VÁ TE CATAR tem os grandes hits do rock e do metal que essas incríveis mulheres ajudaram a construir, além de falarmos um pouquinho das mulheres malvadas da cena, os pivôs de separação de outras tantas, a discriminação, o pouco espaço para elas no Brasil e muito mais!

Não é macho o suficiente pra ouvir? Ahn, então é mulher de peito!!!
[MICHAEL WEIKATH NO VÁ TE CATAR #14!]

É isso mesmo que você acabou de ler!
O programa mais doido da Rádio Mundo Rock recebeu um playlist do ouvinte mais inusitado possível! Michael Weikath, guitarrista e manda-chuva do Helloween pediu e nós atendemos! Ele nos mandou músicas que são suas principais influências e gostos, tudo para os fãs brasileiros aproveitarem e sentirem um pouco da cultura do cara!

Não perca, pois tem a música que inspirou Eagle Fly Free!

[PLAYLIST]
Nektar - It¿s All Over
Karussell - Was Kann Ich Tun Für Dich
Karussell - Das Einzige Leben
Axe - Holdin¿ On
Muse - Bliss
Aerosmith - Dream On
Deep Purple - Brun!
Pedidos musicais: vatecatar@gmail.com
Interatividade: programavatecatar@msn.com
[quando a gente consegue entrar online]
Blog: www.vatecatar.blogger.com.br
Coluna: www.mundorock.net
[VOLTAMOS À PROGRAMAÇÃO NORMAL!]

TURISTAS: APOLOGIA À VIOLÊNCIA OU REALIDADE?

Todo ano tem uma estréia de slash, ou por assim dizer, ¿filmes de terror¿ que das duas, uma: ou é sucesso de bilheteria, ou torna-se o grande fracasso. Esse ano, os espectadores brasileiros passarão por uma prova de fogo com o lançamento do famigerado filme ¿Turistas¿, que está com o lançamento previsto para o dia 16 de fevereiro nos cinemas tupiniquins.

O filme conta a história de jovens norte-americanos que decidem passar as férias no Brasil, ¿em algum lugar entre o Rio de Janeiro e São Paulo¿. No enredo, eles sofrem o temido golpe ¿boa noite Cinderela¿ e acordam em um local onde um doutor maluquinho remove órgãos humanos de gringos para doá-los a um hospital carente do Rio de Janeiro.

Algumas comunidades do Orkut e internautas furiosos estão passando mensagens em massa, pedindo a todos o boicote ao filme, por mostrar uma visão exagerada e distorcida do comércio ilegal de órgãos, bem como deixar aflorado que brasileiro não passa mesmo é de um bom malandro. O cartaz do filme mostra isso explicitamente com a frase ¿em um país onde vale tudo, tudo pode acontecer¿.

Mas, como diríamos em um jargão de filme de terror, ¿vamos por partes¿. O filme é considerado oficialmente a primeiro produção da Fox Atomic, uma divisão da Fox Films especialmente direcionada para captar a atenção de jovens na faixa etária dos 17 aos 24 anos. Ou seja, é uma fábrica de enlatados com o objetivo de entreter a molecada.

Para o filme, existe uma campanha explícita para a divulgação norte-americana que inclui um site chamada Paradise Brasil (www.paradisebrazil.com), que é ligado internamente à página oficial do filme. No site, imagens de péssimo gosto de mulheres mortas uma praia, além de notícias sobre ataques do PCC a São Paulo, seqüestros para comércio ilegal de órgãos, realização no país de "snuff movies" (filmes em que cenas de mortes são reais), entre outras barbaridades que são, ao menos uma realidade parcial.

Inclusive alguns atores do cast escalado são brasileiros. Um deles, Andréa Leal, disse que o roteiro do filme "é conseqüência da imagem que passamos para fora". E as críticas partiram não somente dos internautas brasileiros, mas também da crítica internacional que, entre outras malfadas classificou o filme como uma versão piorada de ¿O Albergue¿.

Acontece que, apesar de o grupo Paris, que distribuirá o filme no Brasil, adotar o filme como pura ficção, o mote explorado pela campanha norte-americana é justamente o mais criticado. A Embratur ficou preocupada com o impacto de ¿Turistas¿ em outras regiões do mundo e está a postos, monitorando cada passo da divulgação do slash.

Para piorar ainda mais a situação do filme, o produtor Raul Guterres fez uma declaração bombástica: ¿mudem a realidade do país para a imagem também mudar¿. Ele, que é maranhense naturalizado nos EUA, ainda fez pesadas críticas sobre a segurança do Rio de Janeiro e repudia o boicote, colocando os internautas como pseudo-patrióticos e hipócritas.


Um dos pôsteres de divulgação do filme "Turistas".

Mais do que tudo isso, o filme causou uma polêmica tão grande que há brasileiros que defendam a livre exibição do filme e concordam com as cenas que são mostradas, na mesma proporção em que existem os que simplesmente odeiam ¿Turistas¿ de antemão.

Bom, não vou entrar em mais pormenores, porque quem tem que decidir se assiste ou não é você, caro leitor. É exagerado? É. É ruim demais da conta? É. É ofensivo? Não. É perigoso para o nosso turismo? Tenha dó, afinal de contas, se fosse assim teríamos que nos preocupar com o impacto causado pelos ataques do PCC, tiroteios e coisas do gênero. É imprescindível concordar com a máxima de Guterres. A imagem do país precisa mudar urgentemente. Tudo o que é rodado no Brasil (como Anaconda, Amazônia em Chamas, etc), tem cenas clichês, índios, mulatas gostosas, etc. Eles colocam de maneira errada os conceitos de religião do país e juntam pessoas boas com malandros, tudo na mesma panela. Por quê será?

Infelizmente, enfrentemos os fatos: precisamos mudar, para depois nos ofendermos e lutarmos por uma boa imagem externa.

E domingo que vem, o programa VÁ TE CATAR fala dessa polêmica do filme "Turistas", com um playlist que é um verdadeiro horror, digo, digno de filmes de horror! Não perca!

Veja o trailer do filme!
[RETROSPECTIVA 2006: DEIXOU SAUDADE?]

Pois é. Chegamos em dezembro, o famigerado mês da segunda parcela do décimo terceiro. O mês do Natal, das compras frenéticas, e, dizem alguns, no mês da reflexão.

É o momento de colocar tudo em balanças e pesar de acordo com o nosso interesse.

Então, vamos refletir sobre os piores momentos de 2006 na política, no esporte, no cinema, na TV e, claro, na música! Esse não foi dos melhores anos...em muita coisa, pra muita gente. Mas o pessimismo de nada adianta, não é mesmo! Bola pra frente, que atrás vem um bonde do tamanho do mundo pra encher a nossa paciência...

Política
Ano de eleição e reeleição. Muita gente acha que o debate político ficou mais evidente em 2006, mas eu acho, a julgar pelos resultados dessas eleições e pelas absolvições de alguns indivíduos em CPIs que o povo brasileiro anda muito longe de ter uma participação mais ativa no governo. Muita gente mandando, pouca gente cobrando e uma cambada de palhaços de aproveitando dessas situações.
Pior do ano: fica entre a reeleição de Lula, a candidatura de Alckmin e a eleição de ninguém menos que Clô (o costureiro) e Frank Aguiar (au) como representantes na Câmara.

Esporte
Hahahá! Ano de Copa do Mundo... e o Brasil, mais uma vez, deu um verdadeiro show de incompetência, falta de vontade e interesse monetário. Clubes grandes passeando pela zona do rebaixamento no Brasileirão e equipes como o Curingão e o Palmeiras escapando por pouco da queda. O lado bom ficou para a Libertadores, que ficou com o Internacional (um time brasileiro) e o vice com o meu querido São Paulo, que, aliás, ganhou o Brasileiro. Continua a mesma birosca, mas pelo menos o nível parece que ¿subiu¿ um pouco.
Pior do ano: Parreira dirigindo a seleção pro buraco na Copa... ou talvez o Roberto Carlos amarrando a patcha da chuteira.

Cinema
Pouca coisa boa. Alguns filmes ótimos, aliás, cinema não dá pra discutir. Mas com toda a certeza, um monte de lançamentos para todos os gostos. Os sucessos de bilheteria ficaram por conta do Superman ¿ O Retorno, Jogos Mortais III, X-Men III, Piratas do Caribe II, Se Eu Fosse Você, Muito Gelo e Dois Dedos de Água, Volver, Carros, A Era do Gelo II, Madagascar, A Marcha dos Pingüins e muito mais!
Pior do ano: a tristeza de Zezé Di Camargo quando não nomearam ¿Dois Filhos de Francisco¿ para a pré-seleção do Oscar.

TV
O ano ficou todinho dominado por novas séries na TV paga. Muita gente a fim de ver Lost, Grey¿s Anatomy, E.R., etc. Todas séries muito bacanas, também cada uma com seu estilo. Achei muito bacana a transmissão do Horror Movie Awards na TNT LA. Na Tv aberta, quanta decepção! Uma porcaria atrás da outra, isso sim! E a novela da Nanda, a fantasminha nada camarada? No-jen-to. Ainda mais porque continuam Gugu, TV Fama, programas como o do Leão Lobo e coisas parecidas. A MTV tentou ser inovadora, e tudo o que conseguiu fazer de bom foi o Tribunal de Pequenas Causas Musicais. Mas o pior mesmo ficou com...
Pior do ano: Charme, da Adriane Galisteu, indo, e vindo... indo e vindo...

Música
Não foi dos piores anos. Pelo menos em termos de apresentações mais do que inesquecíveis em terras brasileiras. Disparado, o melhor, na minha opinião, ficou com o Live ¿N Louder pela diversidade e, mais ainda, os shows do Gotthard, que virou uma sensação no país inteiro. Sábia decisão a da Nuclear Blast em promover os caras! Teve Deep Purple há poucos dias, BB King, Stones, U2, os festivais Claro Que é Rock, Tim Festival, Campari Rock, Jack Johnson, Robbie Williams, etc...
Pior do ano: Lógico que o show do RBD.

E aí, gostou? Não? Já sabe né...

Então o programa VÁ TE CATAR fará uma seleção das melhores músicas do ano com você! Envie um e-mail para vatecatar@gmail.com com a sua programação das 6 melhores músicas em 2006. Nós vamos tocar as seleções escolhidas nos próximos programas!