E aí cambada de sem noção!
Sentiram falta da coluna? Provavelmente não, senão teriam mandado e-mail para vatecatar@gmail.com reclamando da falta de periodicidade. Mesmo assim, para a sua desgraça, voltamos!
[STRESS]
Para os mais jovens e aqueles que não lembram ou não conhecem, o Stress começou seus primeiros ensaios em 75, com o nome provisório de Pinngo D’água. A idéia principal era: “Vamos tocar mais rápido e mais pesado do que qualquer outra banda no mundo”. Essa era a essência da sonoridade ímpar do Stress. Em agosto de 82 a banda viaja para o Rio de janeiro para gravar seu primeiro disco, em um pequeno estúdio de 8 canais chamado Sonoviso , em 16 horas de gravação, ficariam registradas as 8 faixas do que viria a ser um dos discos mais importantes do rock brasileiro em todos os tempos. O show de lançamento em Belém reuniu cerca de 20.000 pessoas no estádio da Curuzú ,em 13 de novembro de 82, um record absoluto para uma banda paraense. Não demorou muito para que as revistas especializadas de todo o Brasil descobrissem o Stress, graças principalmente ao trabalho árduo e extremamente eficaz dos fanzines de rock da época.
Em respeito ao seu público e às suas próprias convicções o Stress optou por não modificar seu estilo, com isso não renovou contrato com a gravadora Polygram, com quem assinou contrato em 1983. No final de 87 a banda resolve dar um tempo, à espera de que houvesse uma reviravolta no esquema montado pelas gravadoras e a liberdade de composição e estilo voltasse a prevalecer. Quinze anos se passaram e somente agora podemos perceber que o rock brasileiro retoma sua liberdade em toda sua plenitude. O reconhecimento da imprensa mundial e o relançamento das obras do Stress são um prenúncio de que estamos no momento certo para a volta da banda aos palcos. O sonho não acabou, pois ninguém da banda morreu, ao contrário, todos estão em atividade ,com mais experiência e maturidade musical e com uma vontade terrível de encarar o público novamente. Alguns podem achar um pouco de exagero, mas, o Stress está para Belém assim como os Beatles estão para Liverpool, guardadas as devidas proporções, é lógico.
Fonte: Palco Principal
[AZUL LIMÃO]
Estes caras do Rio de Janeiro celebravam o mais puro heavy metal. O guitarrista Marcos Dantes e o baixista Vinicius Mathias fundaram a banda em 1981. Mais apenas em 1983 fixaram a formação e puderam iniciar os trabalhos. Até 1984, eles haviam gravado três demos, e para o ano estava programado o lançamento de um compacto chamado "Satã Clama Metal" que, aparentemente, nunca foi feito. Seu LP de 1986 foi o primeiro lançamento do selo Heavy, do Rio de Janeiro (RJ), com uma capa fantasiosa e um surpreendentemente bom metal. O ano passa, e o segundo álbum aparece com a mesma qualidade musical, mas com uma capa horrível, Infelizmente, esse foi o seu último lançamento. Mas a banda ainda permaneceu na ativa por muitos anos, sempre mudando a formação. No final dos anos oitenta, não havia sobrado nenhum membro original, somente um baixista das outras formações. Ele tocou junto a um dos guitarristas do Metalmorphose e o baterista do Stress. Pouco depois a banda acabou. Na capital do metal, São Paulo, talvez tivessem mais chances. Atualmente os membros da banda estão se dedicando a outras atividades, o vocalista canta opera ha mais dez anos na Espanha. Já o guitarrista Marcos se juntou mais tarde ao X-Rated.
Fonte: Brasil Metal Law
[VODU]
Em meados dos anos 80, o baterista Sergio Facci liderava o Ressomnância, uma espécie de “protótipo” de banda de rock -- só bateria, guitarra, alguns vocalistas e percussionistas episódicos -- que chegou a tocar em alguns poucos festivais de colégio e festas. Bruno Bontempi, colega de classe e de escola de música, foi chamado a entrar, mais ou menos quando André Cagni (mais tarde conhecido como Pomba Loka) assumiu o baixo, trazendo consigo suas composições. O nome da banda foi escolhido sem muita polêmica, inspirado na música homônima do Black Sabbath, que por essa época emplacava o Mob Rules. A magia negra, entretanto, tinha muito pouco a ver com a temática das letras de Cagni, todas de cunho político, que contavam episódios da ditadura militar pós-64 e suas danosas conseqüências para o País.
O VODU surgiu, em sua primeiríssima formação, com Serginho (bateria), André (baixo), BrunoBoccato (guitarra base), este último, remanescente da primeira banda. Com essa formação, os quatro encararam um festival na Escola Técnica de São Paulo, onde agradaram aos punks da platéia, pelo som cru e letras politizadas, mas não ao júri.
Com a entrada, um pouco mais tarde, do vocalista Jeff Forcinito, e a dispensa do antigo guitarrista, o VODU começou a se definir mais claramente como uma banda de Metal. Num cômodo da casa do Serginho, apertado “estúdio” e “escritório”, os ensaios tornaram-se semanais e passaram a ser gravados. O VODU passou a “caçar” festivais de colégio, para mostrar o seu som, ao mesmo tempo em que os quatro procuravam investir o pouco dinheiro que tinham na qualidade do equipamento.
Os primeiros shows acabaram mostrando que era preciso substituir o vocalista, e um anúncio foi colocado em uma loja da Galeria do Rock. André Góis, passando por lá, leu o anúncio e resolveu procurar o VODU. Depois de uma audição em que o entrosamento foi total, o novo vocalista, já chamado de Andrews, trouxe a idéia de um novo logotipo e a disposição de compor músicas ainda mais afinadas com o estilo que a banda queria abraçar.
1986 foi um ano decisivo: o VODU estreou no Rainbow Bar, uma das casas mais importantes para o Metal paulistano dos 80’, para mais três dobradinhas durante o ano; foi ao Rio tocar com o famigerado Dorsal Atlântica; recrutou o guitarrista José Luis Gemignani, o Xinho, para dividir base e solo com Bruno; realizou excursões pelo país com o Viper, passou a ser noticiado e comentado nos zines e nas revistas especializadas; assinou contrato com a Rock Brigade Records para a produção e distribuição de seu primeiro álbum: The Final Conflict. O nome seria “O Conflito Final”, mas naquele momento parecia a todos que não havia “mercado” para o Heavy Metal no Brasil, e que seria preciso gravar em inglês, para agradar aos públicos americano e europeu.
E assim foi feito: as letras foram traduzidas, André aprendeu a cantá-las meio “em cima da hora” e o VODU foi para o estúdio Vice-Versa com a cara, a coragem e todas as dificuldades dos iniciantes, gravar o “LP”. Em 16 canais de áudio, usando cerca de 160 horas, incluindo overdubs, mixagem e masterização, foram gravadas 8 músicas. The Final Conflict -- isso foi idéia do Pomba --, era um disco “conceitual”, como alguns álbuns de rock progressivo da década de 1970: tratava da Guerra Fria, com um discurso politizado e pacifista, em que Satã, quando aparecia, era só uma metáfora das grandes potências em que o mundo então se dividia. Na arte da capa e do encarte, a referência ao “vodu” era associada à grande explosão atômica que se anunciava. Quanto ao som, é surpreendentemente rápido e entrosado, de tanto que havia sido praticado (ensaios de duas a três vezes por semana, agora na casa do Bruno, onde cabiam todos os habitués que os freqüentavam). A guitarra de Xinho trouxe ao VODU mais peso, além de uma sofisticação que não estava presente nos arranjos originais. De um modo geral, há poucas falhas de execução nas faixas, mas a inexperiência em produção musical acabou prejudicando a fidelidade do álbum ao que era de fato tocado nas gigs.
Entre a gravação e o lançamento do álbum, o VODU teve a oportunidade de abrir o show das bandas Venon e Exciter em Brasília, diante de mais de 3 mil pessoas, e, no final do ano, de viajar para a Argentina, para mostrar o seu repertório aos hermanitos de La Plata e Lujan. A essa altura, a banda já era bem conhecida no underground, e recebia diariamente correspondências de todo o país, muitas das quais contendo convites para apresentações.
Em 1987, já sem Xinho, mas com Jeff Bellasky em uma das guitarras, o VODU tomou o ônibus e foi ao Rio, a Minas e ao Nordeste, para os últimos shows da turnê do álbum. Embora um novo material viesse sendo composto, o fato é que as relações pessoais já estavam um tanto deterioradas, e no retorno a São Paulo os dois guitarristas e, um pouco mais tarde, o vocalista André Góis se desligaram em definitivo. O último show da turnê, no Rhada’s Festival, é lembrado até hoje por muitos dos contemporâneos como a melhor apresentação da banda. E os integrantes, àquela altura, já nem se falavam.
Restaram Serginho e Pomba, que se mobilizaram rapidamente para fazer o VODU prosseguir, recrutando novos integrantes etc. E o VODU prosseguiu, como bem sabem os fãs, mas essa é uma outra história...
Fonte: Site oficial do Vodu
[HARPPIA]
Esta banda foi fundada em 1982 e o nome vem de uma grande águia. O HARPPIA lançou dois álbuns maravilhosos os quais são os melhores lançados no Brasil nos anos 80. Infelizmente passou despercebido, pois a única coisa exportada era o Thrash. Em 1982, os guitarristas Hélcio Aguirra e Marcos Patriota montaram a banda VIA LACTEA, mas logo perceberam que este nome não era o apropriado para uma banda de Metal e mudaram o nome em 1983. Nesta época o baterista Tibério Correia e o baixista Ricardo Ravache da banda AERO PLANE se juntaram à banda. Juntos gravaram a primeira obra de arte. Este mini LP não somente traz um bom Metal, mas tem uma capa belíssima. Depois parece que tiveram um grande problema na banda e Marcos e Ricardo foram para o CENTURIAS e Hélcio para o GOLPE DE ESTADO. Somente o baterista restou e ele encontrou na cena Rock o conhecido vocalista Percy Weiss e dois outros integrantes para a banda.Juntos gravaram o segundo álbum pela gravadora Rock Brigade, em 1987, que é também um grande álbum, mas não obteve a mesma classe do primeiro. Nele há também uma linda águia na capa. Depois deste álbum a banda desmorou novamente. O guitarrista Flávio formou o LYNX e Percy Weiss foi cantar em outros projetos. Ficaram hibernando até que 10 anos depois e, em 1996, com um novo time, Tibério lança um terceiro álbum com letras em inglês e com quatro integrantes. O baixista Cláudio Cruz do segundo álbum toca no álbum e os outros 2 integrantes são novos.
Fonte: Blog Lágrimas Psicodélicas
