[PROSTITUIÇÃO: CASO PERDIDO?]
MATÉRIA DA COLUNA PROGRAMA #6, DO VÁ TE CATAR!
ATENÇÃO! TEM ENTREVISTA EXCLUSIVA COM RAQUEL PACHECO, AUTORA DO LIVRO "O DOCE VENENO DO ESCORPIÃO"!!!
A prostituição é, como dizem, a profissão mais antiga da Terra. É verdade! E eu nem preciso descrever o que significa o termo né?
Tem uma história esse lance todo de vender o corpo. Lá nos primórdios das sociedades organizadas, a prostituição existia como um ritual de passagem da puberdade (o que não é muito diferente de hoje, quando os moleques resolvem parar por aí para ¿iniciar¿ o colega virgem). No Egito Antigo e Mesopotâmia, a prática era ritualizada, com sacerdotisas recebiam honras ¿divinas¿ e presentes em troca de favores sexuais.
Ser uma prostituta também não era o pior dos ofícios na Grécia e Roma antigas, porque essas mulheres, muito politizadas na época, eram consideradas grande influenciadoras políticas, além de serem vistas como mulheres independentes, ricas e interessantes. Mas todo esse furor parou aí mesmo, afinal, tinham que usar vestimentas diferenciadas e pagarem altos impostos ao governo.
E, com o cristianismo, a prostituição passou a ser crime. Os cristãos tentaram pôr um fim à prática, e o puritanismo investiu profundamente na erradicação dessas mulheres. Para piorar a situação, a reforma religiosa do século XVI uniu-se a uma gigantesca epidemia de doenças sexualmente transmissíveis, o que deixou a prostituição à margem da clandestinidade.
A Revolução Industrial e a falta de empregos nos grandes centros urbanos acabaram tornando a prostituição algo latente, com um aumento considerável de mulheres que viviam esse tipo de vida.
Toda essa história é balela perto do que vemos hoje. Falando especificamente em Brasil, a prostituição é trabalhada sob diversos aspectos: temos as garotas de programa, de classe média-alta, que, em alguns casos, procuram esse caminho como o mais fácil para enriquecer e tornar seus desejos realidade; temos o tráfego de mulheres para se prostituírem no exterior, temos a prostituição infantil, o turismo sexual, e por aí vai.
Em recente pesquisa do Ministério da Saúde e da Universidade de Brasília indica que no segundo semestre de 2005 quase 40% das prostitutas estavam na profissão há, no máximo, quatro anos, fato que seria um indício de que a prostituição estaria ligada à juventude e, quando sentem o tempo passar, ficariam desesperançosas. Já o Centro de Educação Sexual, uma ONG que realiza trabalhos com garotas e garotos de programa do Rio de Janeiro e Niterói, diz que a maioria se prostitui para sobreviver, embora muitas pessoas sonham em encontrar um amor, apesar acreditarem que vão carregar um estigma.
É muito sonho por muito pouco. Muitas adoecem com o vírus da Aids e de outras DST por não terem conhecimento de prevenção. Outras morrem no meio da noite, pelas mãos de gente sem escrúpulos, bêbados ou pelos próprios cafetões. Outras são mães na flor da idade, e não conseguem parar porque aí, precisam sustentar seus filhos.
O Ministério do Trabalho acabou ¿reconhecendo¿ a profissão e publicou em seu site uma série de ¿orientações¿ àquelas que trabalham como prostitutas. É um verdadeiro absurdo!
Para o exercício profissional requer-se que os trabalhadores participem de oficinas sobre sexo seguro, oferecidas pelas associações da categoria. Outros cursos complementares de formação profissional, como por exemplo, cursos de beleza, de cuidados pessoais, de planejamento do orçamento, bem como cursos profissionalizantes para rendimentos alternativos também são oferecidos pelas associações, em diversos Estados. O acesso à profissão é livre aos maiores de dezoito anos; a escolaridade média está na faixa de quarta a sétima séries do ensino fundamental. O pleno desempenho das atividades ocorre após dois anos de experiência."
Pior são as competências que cabem às prostitutas:
01. Demonstrar capacidade de persuasão
02. Demonstrar capacidade de expressão gestual
03. Demonstrar capacidade de realizar fantasias eróticas
04. Agir com honestidade
05. Demonstrar paciência
06. Planejar o futuro
07. Prestar solidariedade aos companheiros
08. Ouvir atentamente (saber ouvir)
09. Demonstrar capacidade lúdica
10. Respeitar o silêncio do cliente
11. Demonstrar capacidade de comunicação em língua estrangeira
12. Demonstrar ética profissional
13. Manter sigilo profissional
14. Respeitar código de não cortejar companheiros de colegas de trabalho
15. Proporcionar prazer
16. Cuidar da higiene pessoal
17. Conquistar o cliente
18. Demonstrar sensualidade
Eu posso com isso?
Você pode com isso?
Então, ao invés de o MTB ficar procurando sarna pra se coçar, deveriam mesmo é trabalhar duro para que não existisse mais motivo para se prostituir, a não ser pelo prazer de viver assim, mas não pela necessidade. Deveriam é prestar atenção nas populações ribeirinhas, que levam suas filhas e filhos para dentro de chalanas e que se prostituem em troca de um quilo de arroz. Deveriam é cuidar da prevenção das DST, montando forças-tarefa, pensando no futuro ao invés de ¿orientar sobre a profissão¿.
Quer saber? Vá te catar!
domingo, 7 de outubro de 2007
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